Regulamento
Artigo 1.º Não estacione o coração em becos sem saída (demore o tempo estritamente necessário para largar despedidas ou carregar abraços)
Artigo 2.º Se beber, com o intuito de se lavar por dentro, não conduza (é quase impossível dar banho ao pensamento sem molhar a lucidez)
Artigo 3.º Antes de atravessar a realidade, pare, escute e olhe, certifique-se de que não existem ilusões em contra-mão (descalce os caminhos que já não lhe servem – caminhos são sapatos que a terra nos oferece para descalçar irrealidades)
Artigo 4.º Não abra a boca a beijos desconhecidos (especialmente aos conhecidos que se fazem desconhecer)
Artigo 5.º Evite adormecer em sonos usados (cansam mais do que subir o infinito a pé)
Artigo 6.º Seja mais sonhamor e menos sonhador (a dor não faz falta. Cria ausências)
Artigo 7.º Nunca faça amor em locais proibidos, salvo em legítima defesa da saudade.
Heduardo Kiesse
Que viva o amor sem fronteiras
ResponderEliminarQue viva o amor sem fronteiras
ResponderEliminarEsse amor metodizado
ResponderEliminarParece nem ser amor.
Amar é doar-se! É por
Duas almas lado a lado!
É um sonho improvisado.
Seja do jeito que for,
É sonho de um pecador
Que peca sem ser pecado,
Porque o amor perdoa
Tudo e fica em uma boa
Até mesmo ao perder,
Pois o amor de uma pessoa
É a outra o que a coroa
Na doce luz do prazer!
Grande abraço! Laerte.
Este regulamento
ResponderEliminara todos apetece
esperando
que a natureza
faça a sua parte
e tudo recomece!
Um abraço, Júlia!
Curiosa foto de quadro com uma sinalética sujestiva de círculos, laços, enlaces, pares...
ResponderEliminarNao conhecia o "Regulamento" nem o seu autor. Ator?
Regulamento tem implícito
o vulgar lamento do "mas"
e vírgulas despenteadas que são,
pestanas caídas,
dogmáticos pontos de vista:
becos!
Curial se torna, então, estar atento,
ter tento,
ir além do experimentar, pois,
há o viver amor.
Caminhos ditados dão mesmo
em becos.
Entre alfa e ómega os sinais,
olhos nos olhos...
Quem te manda a ti, mento
meu, que minto...
Re-gu-la-men-to? Lamento.
Regula? Régulo!,
senhor do seu mento.
(Antes reguila sem pêlo)
Bj.
Uma ausência que se sente
ResponderEliminaristo está diferente
Tomara que tudo em paz em sua gente
bj.
Como vai Agostinho? Ultimamente ando cansada dos blogues e dos sites sociais. Divido o meu tempo, que é sempre muito curto, entre o trabalho, os afazeres domésticos, a fotografia e a pintura. Obrigada por me ter "visitado" e ter querido saber o que a vida tem feito comigo. Um abraço muito grande. Quem sabe um dia volto.
ResponderEliminarSaudades de quê? Do futuro que se faz de hojes, Júlia.
ResponderEliminarPois, saudades.
Está bem, tudo bem! É isso que importa.
A vida de facto tem muito onde chegar...
As redes (sem rede) dão e tiram tempo e oportunidade. Oportunidade não é oportunismo.
O pior problema é o da VELOCIDADE. O esqueleto do Homem não foi concebido para o aperto dos ciclos que nos impõem, muito menos os miolos. É por isso que não sou militante,sou "inconveniente" por inteiro e anti-likes irracionais. Se seguisse a torrente não teria tempo para fazer as minhas coisas, nomeadamente, ler, pensar e escrever.
Tive muito gosto de a "conhecer" e perceber a inquietação e sensibilidade estética da Júlia.
Tudo de bom para si e para os que mais ama.
Beijo.
Tudo dito, e muito bem dito. Também gostei muito de o ter encontrado no meu caminho, mesmo que tenha sido por breves momentos. Desejo-lhe também o melhor. Um beijo e um abraco apertado (como eu gosto), quando gosto. Até...Agostinho.
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