segunda-feira, 11 de junho de 2018

o espelho da nossa triste transparência...

Foto Júlia Tigeleiro



Explicar com palavras deste mundo
que partiu de mim um barco levando-me

como um poema ciente
do silêncio das coisas
falas para não me ver

ficas longe dos nomes
que tecem o silêncio das coisas

para lá de qualquer zona proibida
há um espelho para a nossa triste transparência.

Alejandra Pizarnik











3 comentários:

  1. Longe,
    me recosto no barco
    fecho os olhos
    e deixo este silêncio
    absorver-me.

    E permaneço, eu e o barco,
    transparentes,
    integrados neste espaço
    e na metamorfose das origens,
    além das palavras.

    Um abraço, Júlia!

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  2. Uma vezes marinheiros... outras vezes náufragos... de nós mesmos...
    Maravilhosa a conjugação, das palavras, com a imagem!...
    Como sempre, escolhas brilhantes, por aqui...
    Beijinhos
    Ana

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