segunda-feira, 13 de novembro de 2017

no meu olhar...

Foto Júlia Tigeleiro


E ainda me atrevo a amar
o som da luz numa hora morta
a cor do tempo num muro abandonado.

No meu olhar perdi tudo.
É tão longe pedir. Tão perto saber que não há.

Alejandra Pizarnik








4 comentários:

  1. Uma fotografia que me faz pensar.
    Há uma conjunção de símbolos da indizível verdade. Escapa-se-me pelos dedos como areia. O sagrado é indizível.

    A cor do tempo revela a idade.
    O ar das penas sustenta o templo.

    Bj.

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  2. E os seus comentários são sempre tão belos, são pura poesia. Há efetivamente estados de alma que não se dizem, mas que também não se esquecem. Um beijo Agostinho.

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  3. Há um tempo para amar, de corpo inteiro,
    há um tempo para pensar, qual timoneiro,
    há um tempo para abraçar, quase derradeiro...

    Adorei, Júlia!

    Abraço :)

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  4. O tempo urge e infelizmente para nós ele é finito. É agora que devemos dizer que amamos e fazer o sonhamos. Já o nosso querido Antônio Feio dizia: " Não deixem nada por fazer nem nada por dizer..". Um abraço de coração, AC.

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