segunda-feira, 20 de março de 2017

tu e eu devagarinho...

Foto Júlia Tigeleiro




Passemos, tu e eu, devagarinho,
sem ruído, sem quase movimento,
tão mansos que a poeira do caminho
a pisemos sem dor e sem tormento.

Que os nossos corações, num torvelinho
de folhas arrastadas pelo vento,
saibam beber o precioso vinho,
a rara embriaguez deste momento.

E se a tarde vier, deixá-la vir...
e se a noite quiser, pode cobrir
triunfalmente o céu de nuvens calmas...

De costas para o sol, então veremos
fundir-se as duas sombras que tivemos
numa só sombra, com as nossas almas.


Reinaldo Ferreira

8 comentários:

  1. Júlia,
    Que foto mágica!!
    Magia e encanto no gesto da ternura...
    O poema belíssimo e parabéns pela conjugação
    perfeita da foto magia com o poema encantador
    na originalidade de bordar a ternura de ficar juntos,
    de mãos dadas...
    Grata por este momento aqui!
    Uma semana inspiradora-feliz para ti!
    Bjs.

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  2. Que lindas estas rosas,
    gostei de ver o meu comentário
    pousado sobre as rosas...rss
    Muita sensibilidade e bom gosto, Júlia!!

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  3. Olá Suzete. Obrigada pelas visitas sempre tão gentis. Um beijinho grande.

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  4. Gostei do espaço. Voltarei. Desculpe meu tempo curto. Parabéns! Cordialmenteo. Laerte

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  5. "Passeemos tu e eu de vagarinho"
    Como se fosse num sonho suposto
    E ao chegar em casa estar disposto
    Um edifício onde sou teu vizinho.

    Surpreendidos assim a próprio gosto
    Brindemos por razão com um doce vinho
    E a taça é erguida com amor e carinho
    Depois surpreso com meu próprio rosto

    Direi a ti que sou quem não sou eu
    Sou figurante ser de um sonho teu
    Que a escrever se põe fazendo verso

    E plagiou talvez quem escreveu
    Versos à Júlia e então, sem ser Romeu
    Viu Julieta no teu universo.

    Voltei para brindar este espaço com uns versinhos também, a confirmar meu gosto pela poesia e dizer que seu poema está lindíssimo. Parabéns! Laerte.

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  6. A delicadeza incomum das coisas
    conjuga-se em harmonia
    como corpos celestes.

    Coincidência universal
    convergente no insuperável Belo
    o ser de seres em comunhão

    É o rubor das joaninhas virginalmente bordado
    no branco das flores.

    Abraço.

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