quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Desertos D´alma

Foto de Júlia Tigeleiro

Esta semana li um artigo que dizia que cientista de várias áreas tinham chegado à seguinte conclusão: As pessoas mais felizes, não eram as que tinham as roupas ou os sapatos mais bonitos, a casa mais confortável e espaçosa, o carro ou telemóvel topo de gama, ou a conta bancária mais recheada. Não eram, antes pelo contrário.As pessoas mais afáveis, ternas, simpáticas e felizes eram precisamente aquelas que detinham histórias de vida de grande sofrimento interior. Que maravilhosa descoberta, saber que para se ser feliz basta ter força de vontade e querer sê-lo. Que fantástico constatar que, afinal a "dor" e o sofrimento nos ensinam a caminhar, nos elevam espiritualmente, e nos transformam nessas criaturas magníficas, que todos desejamos encontrar pela frente de manhã...sempre!!!






Crónicas Imperfeitas




"não achas que chegou a hora? um dia me dizes que já não há nada. mais nada no lado de fora do tempo. os anos, sabes? essa  maré que nos salva e afoga, que ora nos traz, ora nos leva. o amor ou a dor. sempre o amor ou a dor...ou um lugar, ou  a  hipótese  de um lugar qualquer ponto no universo onde a estrada acabe. onde o tempo acabe. onde toda a memória possa pairar como um céu sobre o passado. sobre todos os passados. tu sabes. um dia ainda me dizes tudo isto outra vez. não achas que chegou a hora? os navios ainda erram na linha de azul que nos amarra à terra. a estas janelas, a este dom de olhar. à dádiva de ver lá e para cá, os navios, o mar, estes pássaros que o sol arrasta. esta luz antiga em que crescemos. que nos escreveu na pele o costume de adormecer e despertar como se as horas chegassem de dentro e morressem ainda mais dentro e isso fosse a marca, a escritura solene que te torna dono do que sempre te pertenceu."

gil t. sousa
Foto de Júlia Tigeleiro














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