quinta-feira, 30 de março de 2017

já sou de outras coisas...






Foto Júlia Tigeleiro





Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou  fere. Já não tenho pachorra para cinismos, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, sorrir a quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismos, hipocrisias, desonestidades e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismos seletivos e altivez académica. Não compactuo mais com bairrismos ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de caráter rígido, inflexível e tóxico. Na amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.


Meryl Streep

sinto-me assim...




Ultimamente sinto-me assim... 

4 comentários:

  1. É verdade...:)))A certa altura da vida já não há pachorra...e temos esse direito, porque afinal a vida também é uma grande professora...!!!Beijinho.

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  2. Há uma altura da vida em que descobrimos que, afinal, as luzes da ribalta são efémeras, sem substância, passada a hora nada fica. E, a propósito, chegam-me à memória alguns versos duma canção do Sérgio: ...que força é essa, amigo/
    que te põe de bem com outros/e de mal contigo...

    Um beijinho, Júlia :)

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    1. Olá AC. Há alturas na vida que até a nossa sombra nos cansa. Obrigada pela visita. Beijo.

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